Especial 100 anos da Ponte Grande – 1921: a torcida na Ponte Grande

Especial 100 anos da Ponte Grande – 1921: a torcida na Ponte Grande

No próximo dia 17 de março, a partida inaugural do estádio da Ponte Grande completará 100 anos. Para celebrar o centenário da primeira casa corinthiana, o Corinthians.com.br e o ArenaCorinthians.com.br vão contar, em uma série especial, a história do local.

No sexto capítulo, um texto sobre 1921. Confira:

O Corinthians honrou todos os compromissos com a Prefeitura de São Paulo, cumprindo rigorosamente as cláusulas do contrato de arrendamento da Ponte Grande.  O Alvinegro levava para o estádio o cheiro do povo. Mas não só. A classe média que ia conquistando seu espaço, acertando o pé na vida, chegava junto e começava a levar o Corinthians nos ombros.

Essa gente áspera, que mandava os filhos estudarem nas excelentes escolas públicas ou nas conceituadas escolas particulares, muitas delas internatos, simpatizava com o Corinthians. Estudantes de odontologia que cursavam a escola erguida na chácara que outrora fora do barão de Três Rios, no bairro do Bom Retiro, engraçavam-se com o clube que tinha, entre seus mais atuantes diretores, exatamente um dentista — o dinâmico João Batista Maurício.

Os futuros engenheiros, que a Escola Politécnica mandava fazer estágio nas oficinas da São Paulo Railway, na Lapa, punham-se a par das coisas corinthianas que estavam acontecendo, ouvindo o papo, as conversas, os comentários de muitos trabalhadores da ferrovia, que eram associados ou simpatizantes do Corinthians. O Corinthians passou a ser uma atração popular. Não era apenas um clube. Era uma devoção. Uma devoção que contaminava as pessoas. Todos queriam ver o Corinthians jogar na Ponte Grande!


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